Quarta-feira, Fevereiro 02, 2011

Florbela

[Para Florbela Espanca (1894-1930)]

Ah! Florbela, nós estamos
separados por mais de 80 anos
Mas tuas letras de calor fulmegante
tem lugar cativo em minha estante

Ah! Florbela fosse tu de minha época
Livrar-te-ia desta busca déspota!
Juntaríamos as nossas solidões
e nossos versos espalhados pelo chão

Fazer-te-ia canções que o mundo não esqueceu
Ler-te-ia no livro que habita os olhos teus
estas áureas ardentes borboletas!

Enquanto escreves, em algum lugar no passado
cá no futuro, leio-te desconcertado
saúdo a mensageira das violetas!

(Renato Menezes)


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